Reflexões em quarentena (texto 11)

Onde há vida, há dificuldades, problemas, mal-entendidos, sofrimentos, crises. Mas também há amor. Muito amor. Mesmo assim, existem sempre pontas soltas por resolver e desafios para enfrentar nas nossas relações, no trabalho, na família, na comunicação. No entanto, o nosso bem-estar raramente depende da pura e dura realidade, mas sim da interpretação que fazemos dela.

Ao contrário da realidade virtual, somos tal como deveríamos ser na vida real: humanos. Perante as vicissitudes da vida, podemos sempre optar por nos lamentarmos e culpabilizar os outros ou, por outro lado, assumir o controlo do volante do nosso carro e decidir para onde queremos ir, tornando-nos autores da nossa própria história. O que nos diferencia uns dos outros é a nossa atitude em relação aos embates da sorte.

É sabido que a forma de pensar influencia a forma de agir. E o oposto é válido também. A mente é moldada por aquilo que experienciamos e vivenciamos, pelas nossas ações e atividades, pelo diálogo interior com a nossa alma.

Os pensamentos são poderosos. Eles podem criar substâncias químicas no cérebro, que, por sua vez, promovem ou destroem a saúde mental e incide na capacidade de lidar com a vida e de sermos felizes.

No momento da maior viragem da consciência humana na história da humanidade, o futuro individual e coletivo depende de como encaramos o que nos acontece e de como agimos em relação a isso. Por muitas adversidades que enfrentemos, se cultivarmos laços afetivos e amarmos o que fazemos, quer seja dentro ou fora do trabalho, não nos perderemos de nós próprios.

Cada minuto da nossa vida é precioso e muitas vezes é necessário enganarmos a nossa mente para termos a ilusão de que temos tudo, mesmo quando falta tanto. Em situações limite, o que nos faz continuar e seguir em frente são os nossos objetivos, o nosso propósito, a nossa motivação. O sentido da nossa vida é aquele que lhe damos, apesar de tudo.

Elisabeth Barnard

Diretora da Zen Energy