“A verdadeira felicidade não precisa de motivos para existir e nunca nos poderá ser tirada.”

Já experienciou uma sensação de paz tranquila sem desejar nada, a não ser o que já existe, exatamente da forma como existe, sentindo-se tão leve que poderia flutuar, descobrindo a Natureza, olhando para o azul do céu como se nunca o tivesse visto, observando uma borboleta como se surgisse apenas para si, embrenhado no presente de tal modo que o amanhã não poderia importar menos? Bem, é o que pretendemos com esta nova revista: harmonia, alegria, equilíbrio e boa vontade no momento presente. Será uma ferramenta poderosa e útil para a maioria dos problemas e desafios que encontrará durante a sua vida. Não interessa o que nos acontece, mas sim como enfrentamos o que nos acontece. A Felicidade não é obra do destino. Implica bem-estar emocional e paz interior, e pode ser aprendida, ensaiada, praticada, treinada. A verdadeira salvação é esta sensação de tranquilidade e harmonia quando estamos bem connosco próprios e com os outros, com vontade de viver a nossa vida. É libertar-se de medos, sofrimento, pensamentos compulsivos e da necessidade de viver no passado ou no futuro. Quando não conseguimos acalmar a mente e temos guerras emocionais e conflitos com os nossos próprios pensamentos, desenvolvemos doenças, ansiedade, depressão. Está comprovado que quando a mente, o corpo e o espírito estão em harmonia, a felicidade é um resultado natural. O grande Deepak Chopra dizia que “sentir-se realizado significa ir além da experiência da vida quotidiana”. Experiências intensas, que podem ser designadas como felizes podem ocorrer em momentos de profunda comunhão com a Natureza ou com um ente querido, a música, a dança, a arte em geral ou no ato sexual, em simbiose total com o seu parceiro. O ser humano anseia pelo êxtase desde sempre. Trata-se de um sentimento de euforia, alegria, paz e amor. A dependência de drogas e álcool constitui uma prova irrefutável da carência absoluta e do desejo pelo verdadeiro êxtase que se sente na nossa sociedade. Quem já teve uma experiência chamada limite, de total euforia, tenta recuperá-la e repeti-la, e geralmente acaba dececionado com o resultado. Para o conseguir, temos de viver no presente e percorrer o caminho de transformação orientados para o nosso interior. Estar presente é o suficiente para que a calma se instale. As pessoas confundem felicidade com conforto. Se é verdade que o dinheiro compra conforto, também é verdade que o conforto não traz a tão desejada felicidade duradoura. No máximo cria momentos de bem-estar. A verdadeira felicidade não precisa de motivos para existir e nunca nos poderá ser tirada. O nosso corpo precisa de libertar a energia ligada a emoções negativas, a memórias perturbadoras, a antigos traumas e a preocupações desnecessárias. Muitos nunca viveram a experiência de terem uma mente em estado de repouso, focada no presente, concentrada no que existe. Viver no agora é estar consciente das emoções, da respiração, das sensações que o corpo lhe transmite. Concentre-se nos sons e nos cheiros que o rodeiam, nos movimentos do corpo enquanto caminha ou se senta, no comer, no ato de realizar qualquer gesto ou atividade. Seja paciente e perseverante. Conheça-se a si mesmo, exercite a mente, preste atenção ao conteúdo desta revista. Aplique e treine os seus ensinamentos. A beleza e a plenitude surgirão na sua vida. Elisabeth Barnard